Fernando Morgado
Artigo na revista “Marketing”
28 de abril de 2012 • Deixe um Comentário
![Capa da revista "Marketing" [abril/2012] Capa da revista "Marketing" [abril/2012]](http://fernandomorgado.com.br/wp-content/uploads/2012/04/revista-marketing-abril-2012.jpg)
A edição de abril/2012 da revista Marketing trouxe o nosso artigo O marketing no rádio e na TV. Nele, procuramos mostrar o quanto esta área tem crescido dentro das emissoras brasileiras, que continuam ampliando suas áreas de atuação e experimentando formas cada vez mais sofisticadas de gestão. Trata-se de uma tendência visível não apenas entre as líderes nacionais do setor, mas também nas emissoras menores e até naquelas que não possuem fins lucrativos.
A revista Marketing é uma publicação da Editora Referência e distribuída em todo o Brasil.
Nova página no Facebook
22 de abril de 2012 • Deixe um Comentário

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Fernando Morgado: palestra no “Café com Mídia”
20 de abril de 2012 • Deixe um Comentário

Mídia: discutindo a discussão
24 de março de 2012 • Deixe um Comentário
Juntamente com o do meio ambiente, nenhum outro futuro tem sido tão discutido quanto o da comunicação. Nos últimos anos, temos assistido — e participado — de uma intensa troca de opiniões, tentando prever o que acontecerá com a forma como nos informamos, nos entretemos e nos relacionamos — com outras pessoas e com as marcas. E por que esse tema ganhou tanto espaço?
1) Porque vivemos na sociedade do conhecimento. Como o conteúdo é a base para geração de conhecimento, logo, discutir a forma como iremos adquirir e consumir conteúdo é também refletir sobre a formação dos alicerces da sociedade no futuro! Isso já é motivo suficiente para demonstrar a relevância desse tema e o quanto ele impacta a vida de todas as pessoas.
2) Porque as empresas produtoras de conteúdo — as protagonistas nisso tudo — não tem fugido dos embates, pelo contrário: é notório o crescimento acelerado do espaço dedicado pela mídia para repercutir suas próprias atividades, na forma de reportagens especiais, séries, programas, colunas, seções, blogs, editorias, eventos etc. Ao mesmo tempo em que ajuda a própria mídia a encontrar o seu caminho, essa alta carga de informações deixa o público a par do cenário atual e já o prepara para aceitar melhor as novidades que virão — como o lançamento de uma nova rede social, de um novo gadget da Apple ou de um novo formato de cobrança pelo conteúdo na web. Sem a menor sombra de dúvida, trata-se do maior esforço metalinguístico já engendrado na história da Humanidade!
Outro motivo da popularização do debate sobre o futuro das comunicações é o fato dos principais atores desse processo serem bastante conhecidos da sociedade em geral: são as emissoras de rádio, os canais de TV, as editoras de jornais e revistas, os portais de Internet, as empresas de telefonia, as indústrias de tecnologia, os governos e seus órgãos reguladores, as agências de propaganda, além do próprio público — que passa a maior parte do dia conectado a alguma mídia, ou a várias ao mesmo tempo.
De tudo isso, a única conclusão universal que se chegou até agora é a de que não há conclusão universal para resolver todos os desafios trazidos para cada uma das mídias existentes — e para aquelas que ainda virão. Cada caso é um caso — e haja caso! Portanto, a reflexão sobre como se dará o processo de comunicação deve estar inserida no cotidiano de todos, e não só dos acadêmicos e dos gestores de empresas de mídia. Nesse cenário, o cérebro será cada vez mais requisitado para alcançar os ouvidos, os olhos e o coração do público.
O destino da mídia de massa
1 de fevereiro de 2012 • Deixe um Comentário
Os incessantes avanços tecnológicos, além da detecção (e criação) de novas demandas por parte da audiência, fizeram da segmentação um dos alicerces da nova indústria da comunicação. Contudo, é importante lembrar que este conceito está longe de ser uma novidade, vide o trabalho dos meios rádio e revista. Exatamente por isso é que se deve ter cautela ao ouvir previsões sobre um possível fim da mídia de massa, afinal, desde o nascimento da imprensa, o generalismo e a especialização sempre caminharam juntos e de forma complementar. Mesmo com as diversas transformações que o mundo está vivendo, se olharmos com frieza tanto do lado da audiência quanto dos produtores de conteúdo, veremos que não há motivo real para se temer uma mudança neste panorama.
Do ponto de vista do público, é certo que ele nunca esteve tão necessitado de informação, afinal, vivemos na sociedade do conhecimento. Agora: será que esta informação tem que ser somente relacionada aos gostos mais individuais de cada um? Responder afirmativamente a esta pergunta seria simplesmente negar a importância, por exemplo, da maior parte do jornalismo oferecido nos grandes portais da Internet, que são baseados na variedade em detrimento da profundidade — exatamente o oposto da proposta dos veículos segmentados. Além disso, defender que as pessoas desejam apenas saber de assuntos relacionados ao seu universo particular é fazer uma apologia à alienação. Hoje, os consumidores de mídia querem (e precisam) saber algumas coisas sobre tudo e, ao mesmo tempo, tudo sobre algumas coisas.
Já do ponto de vista dos produtores de conteúdo, é importante salientar que o aprofundamento da segmentação não tirou o status de líder daqueles que já se destacavam no tempo em que não haviam tantas opções no mercado e que, por isso mesmo, o generalismo era obrigatório. Na verdade, a partir dos anos 1980, o que se viu em todo o mundo foi a transformação dos tradicionais veículos generalistas em grandes guarda-chuvas de marcas segmentadas e multiplataforma, com conteúdos controlados de forma centralizada. Os avanços tecnológicos falados inicialmente também foram responsáveis por viabilizar este fenômeno, pois permitiram a contínua expansão da produção e, ao mesmo tempo, do número de janelas por onde esta mesma produção é distribuída.

Há ainda um terceiro ponto de vista sobre o qual não foi falado: o dos anunciantes. As marcas que mais investem na compra de mídia são justamente aquelas ligadas ao consumo massivo, cujo modelo de negócio é baseado na constante busca pelo ganho de escala. Na comunicação, ganha-se escala a medida em que a mensagem chega a mais pessoas com menos esfoço — financeiro, técnico, humano etc. Então, para elas, sempre fará mais sentido priorizar o investimento nos veículos massivos, pois são justamente os que melhor se adequam às suas necessidades. Então, neste caso, antes de falar do fim da mídia de massa, deveria-se questionar o fim dos “patrocinadores de massa”, que, por sua vez, só acabariam se o consumo de massa não existisse mais — algo impossível num planeta com 7 bilhões de habitantes!
Portanto, aqueles fatores que são apontados por muitos como os fantasma das empresas de comunicação generalistas acabam sendo, na verdade, os grandes responsáveis pelo crescimento delas nos dias atuais.
Melhor do que nunca, sabe-se como funciona a dinâmica do consumo de informação e entretenimento: a cada momento, o público precisa de um tipo de conteúdo — ora mais geral, ora mais específico. Cabe aos veículos estarem 24h prontos para atender estas necessidades. Somente a produção em massa pode oferecer tudo isso na quantidade demandada e num custo viável de ser repassado ao público intermediário (o anunciante) ou mesmo ao final (a audiência).
Bem-vindo!
30 de janeiro de 2012 • 2 Comentários
Bem-vindo ao novo site fernandomorgado.com.br
A partir de agora, todos os nossos artigos serão publicados neste espaço, que conta com novo leiaute, novo servidor, novo domínio e ainda maior integração com as principais redes sociais.
Além disso, os mais de duzentos textos publicados durante os últimos quatro anos no nosso antigo endereço também foram trazidos para este novo site e ganharam novos dados, vídeos e imagens.
Desta forma, queremos reforçar o nosso compromisso com o desenvolvimento contínuo do mercado de mídia e comunicação no Brasil — compromisso este também presente em nossas palestras, aulas, livros e artigos publicados em diversos órgãos de imprensa.
Um grande abraço
Fernando Morgado na API
15 de janeiro de 2012 • Deixe um Comentário
No dia 8 de outubro de 2010, foi publicado na página da Associação Paraibana de Imprensa (API) um ótimo artigo assinado pelo secretário-geral da instituição, Gilson Souto Maior, sobre a relação entre o rádio e a Internet. O texto repercute também algumas das considerações que fiz em “O futuro do rádio”. Abaixo, leia a reprodução do artigo de Gilson Souto Maior:
O Rádio e a Rede
Num artigo onde ele faz abordagem sobre o marcado do Rádio e TV, o conhecido homem de comunicação Fernando Morgado, fala sobre os futurólogos do setor que pregavam a extinção de determinadas formas de comunicação todas as vezes que surgiam novidades tecnológicas. E o Rádio sempre foi visto como a bola da vez, não sendo, portanto, nenhuma novidade que alguns continuem assim pensando.
Por toda a sua tradição e por ser o veículo de público mais heterogêneo de todas as mídias, o Rádio sempre foi alvo dessa profecia que está caindo por terra, a cada dia, pois com a evolução na forma de transmissão, já ficou comprovado, não serem sinônimos de extinção as linguagens comunicativas.
O que se pode observar, atualmente, é que a internet está popularizando, ainda mais, o Rádio e, segundo alguns estudiosos, trazendo de volta um público que havia perdido o hábito de usar os aparelhos de rádio – o público jovem. O espaço está mais aberto para pessoas e empresas lançarem novas emissoras e, com isso, surge um campo aberto para novas músicas, oportunizando ainda o aparecimento de novos locutores, produtores, novos programas e marcas.
Ao ouvir rádio com o apoio das novas tecnologias, através da rede mundial de computadores, todos nós fomos transformados em cidadãos do mundo. Com o telefone celular, por exemplo, você pode levar o mundo também no bolso ou na sua bolsa. São as convergências das mídias fazendo esta união, cada vez mais forte com a internet, unindo o nosso querido e popular veículo – o rádio – e, com o apoio dela, convergindo para outras mídias.
“O rádio na internet é, ainda, a sociedade oral recuperando o poder e a importância que perdeu para a sociedade letrada” (Kerckhove-2007).
Vivemos, na verdade, um momento dos mais positivos para o Rádio, que por sua vez, vive uma fase de maior interação com o público ouvinte, que pode se comunicar através de e-mails, sala de bate-papo e interferir mais instantaneamente na programação.
Vivenciamos, também, um momento mais democrático, onde os canais de comunicação são mais fáceis, incentivando-nos a uma participação mais efetiva ao usá-los, especialmente o Rádio.
Amigo do taxista, do caminhoneiro, da dona de casa e do torcedor de futebol, o rádio continua sendo o nosso amigo de todas as horas e o veículo de comunicação mais popular do país. Assim podemos afirmar: o Rádio e a Rede vão muito bem.
Fernando Morgado no jornal “O Estado de S. Paulo”
9 de dezembro de 2011 • Deixe um Comentário
Em 7 de dezembro de 2011, a colunista Cristina Padiglione, d’O Estado de São Paulo, publicou uma nota que marcou a conclusão de um projeto importante para todos aqueles que amam a TV brasileira e preocupam-se com a preservação da sua história. Tive o prazer ter trabalhado nesta iniciativa, que começou com um sonho do doutor em teledramaturgia pela USP e consultor da TV Globo, Mauro Alencar: reconstituir a abertura de novelas fundamentais, mas que acabaram sendo perdidas por causa de incêndios ou problemas derivados da má conservação. Os Ossos do Barão (1973) era sua primeira meta.
Inicialmente, Mauro havia conseguido com Cyro del Nero — profissional responsável pelo visual da Globo no início da década de 1970 — todas as fotografias empregadas na abertura original e que refletiam muito bem o estilo de vida da aristocracia paulista durante a época de ouro do café. O desafio era — com o auxílio da impressionante memória de Mauro Alencar — compor novamente aquelas imagens da forma exata como elas eram levadas ao ar a cada início de capítulo, casando-as perfeitamente com a música-tema (Os Ossos do Barão, de Marcos Valle) e as entradas e saídas de GCs e cartelas.
Fui apresentado a este desafio em 2008 e, a partir de então, pude realizar a execução da abertura, que contou também, mais recentemente, com o trabalho de finalização da CGCom (Central Globo de Comunicação). No total, foram mais de três anos de projeto, concluído justamente quando o Brasil celebra os 60 anos da sua teledramaturgia.
Em comemoração a esta data, inclusive, será apresentada na sexta-feira, 9/12, uma edição especial do Globo Repórter que, caso haja tempo, poderá exibir esta abertura reconstituída pela primeira vez.
Abaixo, a reprodução da nota de Cristina Padiglione, d’O Estado de São Paulo, publicada em 7/12/2011:
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Atualização: a edição de 9/12/2011 do Globo Repórter levou ao ar um trecho da abertura de Os Ossos do Barão que reconstituímos. Você pode assistí-lo a partir dos 58 segundos do vídeo abaixo:


